A ansiedade de separação costuma aparecer entre 6 e 8 meses e é um marco esperado do desenvolvimento emocional. Nessa fase, o bebê percebe com mais clareza quem são as figuras de referência e tende a ficar desconfortável quando elas se afastam, mesmo por curtos períodos.
O pano de fundo costuma ser a construção da permanência do objeto: o bebê começa a entender que pessoas continuam existindo quando saem do campo de visão, mas ainda não tem noção madura de tempo. Por isso, uma ausência breve pode parecer longa, e o choro pode surgir como pedido de proximidade e segurança.
Quais os sinais?
Os sinais variam, mas alguns são frequentes: choro ao ver o cuidador sair do ambiente, dificuldade para ficar no colo de outras pessoas, estranhamento em lugares novos e, em alguns casos, alteração no sono (mais despertares e maior necessidade de presença para adormecer).
O que fazer?
A primeira resposta útil é validar o desconforto sem transformar o momento em “grande evento”. A família pode acolher com colo e contato, mantendo uma postura calma, pois o bebê percebe a regulação do adulto e tende a se acalmar com mais facilidade quando há previsibilidade.
Despedidas consistentes costumam funcionar melhor do que “sumir” sem avisar. Frases curtas, repetidas e sempre iguais, ajudam o bebê a aprender o padrão: você vai e volta. A ausência sem despedida pode aumentar o susto e, em algumas crianças, intensificar o comportamento de apego.
Separações graduais também podem ajudar: começar com poucos minutos, com alguém conhecido, e aumentar o tempo aos poucos. Retornar antes do bebê entrar em exaustão ensina que a separação é temporária e que a previsibilidade existe — o que tende a reduzir a ansiedade ao longo dos dias.
Brincadeiras simples reforçam esse aprendizado. Jogos de “achou” (esconde-esconde) e variações em que o adulto aparece e reaparece treinam a permanência do objeto e ajudam o bebê a tolerar melhor pequenas distâncias dentro de casa.
E aqui vale conectar com o que muitos materiais de desenvolvimento dessa fase reforçam: entre 8 e 9 meses, a ansiedade de separação pode começar a se manifestar ao mesmo tempo em que a compreensão de permanência do objeto fica mais clara — e, na prática, atividades de “esconde e aparece” ajudam porque mostram para o bebê, de forma concreta, que algo some e volta.
Uma forma simples de transformar isso em parte da rotina é incluir atividades de permanência do objeto — como a caixa de permanência com rampa e o cubo com lenços — que reforçam esse “vai e volta” com segurança e previsibilidade. Esses estímulos fazem parte da Montessori Play Box 6–9 meses da Yogi Baby, pensada para acompanhar o desenvolvimento nessa fase.
Quando se preocupar?
Se o comportamento vier acompanhado de sinais de alerta — perda importante de apetite, choro fora do padrão por tempo prolongado, regressões marcantes e persistentes ou preocupação clínica — o pediatra deve ser envolvido. Na maioria dos casos, porém, a fase é transitória e melhora com acolhimento, rotina e prática gradual.
Como a Yogi Baby pode te ajudar nessa fase?
Para ajudar a atravessar a ansiedade de separação com mais segurança e previsibilidade, a Yogi Baby oferece soluções como a Montessori Play Box (com brincadeiras de “vai e volta” e atividades guiadas por fase) e o Tapete de Atividades, que cria um espaço confortável e seguro para estimular essas brincadeiras no dia a dia.

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