Resposta direta
O calendário de vacinação do bebê no Brasil começa ao nascer, com BCG e a 1ª dose de hepatite B. Segue com novas doses aos 2, 3, 4, 5 e 6 meses. Depois, fecha o primeiro ano aos 9 meses, com a febre amarela. Aos 12 meses, chegam a tríplice viral e dois reforços. O Ministério da Saúde define esse calendário pelo Programa Nacional de Imunizações. As vacinas são gratuitas pelo SUS.
Por que seguir o calendário de vacinação do bebê importa?
O primeiro ano de vida é o período de maior vulnerabilidade a doenças graves. Por isso, o calendário de vacinação do bebê concentra várias doses justamente nessa fase. Cada vacina protege contra uma doença específica, no momento em que o sistema imunológico do bebê ainda está em formação. Além disso, seguir as datas certas garante que a proteção chegue antes da maior exposição ao risco. Um atraso pode deixar o bebê exposto justamente na janela mais delicada.
As vacinas ensinam o sistema de defesa do corpo a reconhecer um agente causador de doença. Assim, se o bebê tiver contato real com esse vírus ou bactéria depois, o corpo já sabe como reagir. Esse mecanismo é a base da imunização, e funciona melhor quando as doses seguem o intervalo recomendado entre elas. Por isso, pular ou atrasar uma dose pode enfraquecer a proteção que a vacina constrói aos poucos.
Quais vacinas o bebê toma ao nascer?
Logo depois do parto, ainda na maternidade, o bebê recebe duas vacinas. A primeira é a BCG, dose única que protege contra formas graves de tuberculose. A segunda é a 1ª dose da vacina contra hepatite B. O esquema contra hepatite B continua nos primeiros meses de vida. Essas duas doses abrem o calendário de vacinação do bebê. Na maioria das vezes, elas acontecem antes mesmo da alta hospitalar.
Como fica o calendário dos 2 aos 6 meses?
A partir dos 2 meses, o calendário ganha ritmo. A tabela abaixo resume as doses aplicadas em cada idade, segundo o Programa Nacional de Imunizações.
| Idade | Vacinas aplicadas |
|---|---|
| Ao nascer | BCG (dose única) e Hepatite B (1ª dose) |
| 2 meses | Pentavalente, VIP, Pneumocócica 10 e Rotavírus (1ª dose de cada) |
| 3 meses | Meningocócica C (1ª dose) |
| 4 meses | Pentavalente, VIP, Pneumocócica 10 e Rotavírus (2ª dose de cada) |
| 5 meses | Meningocócica C (2ª dose) |
| 6 meses | Pentavalente e VIP (3ª dose de cada) |
| 9 meses | Febre amarela (1ª dose) |
| 12 meses | Tríplice viral, e reforços de Pneumocócica 10 e Meningocócica C |
Em resumo, o esquema fica mais concentrado até os 6 meses, com quatro visitas seguidas ao posto de saúde. Depois, o ritmo desacelera. A vacina de rotavírus tem uma particularidade: a 2ª dose pode ser aplicada até 23 meses e 29 dias, com intervalo mínimo de 60 dias entre as doses. Ou seja, ela oferece mais flexibilidade do que as demais, caso a família precise reorganizar alguma consulta.
O que muda aos 9 e aos 12 meses?
Aos 9 meses, entra a vacina contra febre amarela, importante em todo o território nacional. Já aos 12 meses, o bebê recebe a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Nessa mesma consulta, acontecem os reforços de duas vacinas já aplicadas antes: a Pneumocócica 10 e a Meningocócica C. Esses reforços consolidam a proteção construída nas doses anteriores, então vale marcar essa consulta com atenção.
Como lidar com atrasos na caderneta de vacinação?
Atrasar uma dose acontece, e não significa recomeçar o esquema do zero. Na maioria dos casos, basta retomar de onde parou, respeitando o intervalo mínimo entre as doses já aplicadas. Por isso, o ideal é procurar a unidade básica de saúde assim que possível, levando a caderneta. Lá, o profissional avalia o histórico e organiza as próximas doses conforme a idade atual do bebê.

O que fazer depois da vacina?
Febre leve e local dolorido no braço ou na coxa são reações comuns nas primeiras 48 horas. Nesses casos, o pediatra costuma orientar antitérmico na dose certa para a idade do bebê. Compressas frias no local da aplicação também costumam ajudar. Se a febre persistir por mais tempo ou vier acompanhada de outros sinais, vale buscar orientação extra.
O que evitar no calendário de vacinação do bebê?
Adiar uma dose por medo de reação é um dos erros mais comuns. Porém, o risco da doença costuma ser bem maior do que o de uma reação leve e passageira. Da mesma forma, evite dar remédio para dor sem orientação médica antes da aplicação, porque isso pode mascarar sinais importantes. Nunca use aspirina em crianças pequenas, pelo risco raro, mas grave, da síndrome de Reye. Por fim, sempre leve a caderneta física ou o registro digital em toda consulta — ela evita repetir ou pular doses ao longo do primeiro ano.
Perguntas frequentes sobre o calendário de vacinação do bebê
Onde encontro o calendário de vacinação do bebê atualizado?
Na caderneta de vacinação entregue na maternidade e no site do Ministério da Saúde. A unidade básica de saúde mais próxima também mantém o calendário vigente.
O que fazer se eu atrasar uma dose?
Procure a unidade de saúde assim que possível. Na maioria dos casos, não é necessário recomeçar o esquema do zero.
A vacina pode causar febre no bebê?
Sim. Febre leve nas primeiras 48 horas é uma reação comum e esperada em algumas vacinas do calendário.
Preciso levar a caderneta em toda consulta?
Sim. Ela registra o histórico completo de doses e ajuda a evitar repetição ou atraso desnecessário.
A vacina de rotavírus tem prazo limite?
Tem. A 2ª dose pode ser aplicada até 23 meses e 29 dias, com intervalo mínimo de 60 dias após a 1ª dose.
Fontes
- Ministério da Saúde — Calendário de Vacinação (Programa Nacional de Imunizações). gov.br/saude — calendário oficial
- Ministério da Saúde — Calendário Técnico Nacional de Vacinação da Criança 2026. gov.br/saude — calendário técnico
